sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Relativismo e comodismo

Alyson Bueno Francisco
Comunidade de Rancharia-SP

As transformações na sociedade induzidas pela difusão dos meios de comunicação e de ideias, na maioria das vezes ideias inúteis que apenas estimulam ruins exemplos, deixam o católico apostólico a deriva de concepções que buscar contradizer a Boa Notícia, a Bíblia Sagrada e os dogmas católicos. O católico apostólico pode tornar-se maleável perante as ideias mundanas que na maioria das vezes foram criadas por uma minoria de pessoas para adquirem vantagens próprias. A estas ideias podemos incluir a ideologia, sendo esta considerada uma determinada interpretação da realidade, ou seja, não é de forma alguma a realidade. Nas universidades, a busca por teorias e metafísicas deixam muitas vezes os jovens foram da realidade concreta, e modismos e belos discursos acabam manipulando a opinião dos jovens universitários e estes modismos ideológicos e teóricos podem construir outras doutrinas e apologias. A falta de fé, a falta de princípios norteadores e a vida à deriva pelos apegos materiais leva o jovem ao relativismo porque o jovem pode passar a acreditar que seu egoísmo pode criar suas próprias regras. Neste sentido, a Igreja vem acolher os jovens e através da fé podemos superar o mundo atual do relativismo onde o poder de compra impera, onde a capitalismo impera sobre os valores morais, e as forças do mercado estão destruindo os valores morais por causa da falta de fé e da falta da busca pela Igreja.
Nós jovens católicos apostólicos precisamos estudar mais a Bíblia, o Catecismo da Igreja, participar das celebrações eucarísticas e nos convertermos. Precisamos abandonar os modismos atuais do imediatismo ("faça tudo o que puder fazer hoje porque não sabe se amanhã estará vivo") ou o relativismo ("posso achar o que eu quiser e questionar tudo"), a falsa interpretação do livre-arbítrio ("Deus me criou livre e posso fazer minha vida como eu quiser, e eu me responsabilizo pelas consequências"), meros modismos seguidos por pessoas sem fé, sem apoio religioso, com falta de conhecimento sobre a Boa Notícia.
Nós jovens católicos apostólicos devemos usar nossos carismas para enfrentarmos o mal, para resgatarmos outros jovens do mundo das drogas, da prostituição, dos vícios incontáveis, do egoísmo. Não podemos ficar parados e concordarmos com todas as coisas erradas e não podemos dizer que não é problema nosso. Com pequenas ações podemos ajudar a construir um mundo melhor e divulgar o Evangelho e aproveitar dos meios de comunicação para construirmos uma vida melhor, mas próxima de Deus.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Fé e Razão: o advento da religiosidade nos universitários

Alyson Bueno Francisco
Paróquia Santo Antônio
Rancharia-SP

A Renovação Carismática Católica possui com meta a busca dos carismas provenientes da ação do Espírito Santo, através do que muitos chamam de Novo Pentecostes. Nos últimos tempos, principalmente ao longo do século XX, as guerras, a fome, as desigualdades, o ego humano proveniente do capitalismo e advento de tecnologias, tornou nossa sociedade de certa forma distante de Jesus Cristo, mesmo com o crescimento numérico de irmãos batizados e participantes da Igreja. Este ambiente de inquietações e vazios decorrentes de incertezas tornou nossos lares mais vulneráveis às ações más. No século XIX, a Beata Elena Guerra convenceu o Papa Leão XIII de que a Igreja precisava redescobrir a ação e as obras do Espírito Santo de Deus. 
No século XX, após a destruição causada no planeta pelas duas guerras mundiais e as mudanças sociais da década de 1960, com a implantação de costumes da chamada sociedade do descartável (liberação sexual, uso de drogas e busca pelo prazer imediato e superficial pelos jovens) tornou nossa fé mais vulnerável e a Igreja precisou atualizar sua forma de propagar a fé, e o Concílio Vaticano II auxiliou nestas reformas, como por exemplo a mudança da celebração eucarística do latim para a língua vernácula (nativa do território onde a celebração é celebrada).
Outro contexto importante de ressaltarmos é a fragmentação entre fé e razão imposta com o Iluminismo da sociedade burguesa que se apoiou no discurso do desenvolvimento científico em prol da tecnologia industrial, e as correntes epistemológicas do cartesianismo e positivismo que visaram fragmentar o conhecimento acadêmico em várias ciências cujo número se multiplica até os dias de hoje. Apesar deste distanciamento entre universidades e a Igreja Católica, foi justamente no meio universitário que surgiu a Renovação Carismática Católica. Em 1966, um grupo de estudantes católicos da Universidade de Duquesne (Pensilvânia, EUA) começou a se reunir em grupo de oração para se aprofundarem na fé e tiveram contato com algumas leituras de autores da Igreja Anglicana. Este mesmo intuito de reunir universitários para orar e adorar a Deus e profetizar a fé existe até os dias atuais com o exemplo do Ministério das Universidades Renovadas no Brasil e de inúmeros grupos de oração universitários espalhados por todo país. As universidades, infelizmente, mesmo sendo um ambiente de difusão do conhecimento, busca por melhores condições de vida e trabalho, amadurecimento e convívio social, em seus ambientes periféricos tornaram-se lugares de difusão do uso de drogas, muitas vezes de introdução de inúmeros jovens que viviam em pequenas cidades sem contato com coisas profanas, práticas sexuais, difusão de doenças sexualmente transmissíveis e relativismo de ideias e concepções que distanciam o jovem de Deus e em muitos casos o jovem sai da universidade uma pessoa maléfica por causa destas práticas imorais.
Nos ambientes profanos em que os jovens estão inseridos é possível o despertar da busca pela reconciliação com Deus e notamos um crescimento significativo dos grupos de oração, não apenas nas universidades, mas também em inúmeras paróquias. A unção do Espírito Santo está resgatando jovens do mundo à deriva e trazendo para junto da Igreja, e estes jovens são agraciados por carismas, suas habilidades podem ser despertadas pela ação e renovação da fé em suas vidas e neste contexto, as obras são realizadas em prol de uma juventude mais presente em Deus.